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	<title>Câmbio Automático &#8211; Grupo SÓPECAS</title>
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		<title>Saiba sobre manutenção em Cambio Automático</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2020 14:49:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câmbio Automático]]></category>
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					<description><![CDATA[Automatizados, variáveis ou simplesmente automáticos, os câmbios tem diferentes manutenções. Saiba o que checar em transmissões que dispensam o pedal]]></description>
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<h5>Automatizados, variáveis ou simplesmente automáticos, os câmbios tem diferentes manutenções. Saiba o que checar em transmissões que dispensam o pedal de embreagem</h5>
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<div class="foto componente_materia midia-largura-620"><label class="foto-legenda">Alavanca do câmbio automático de nove marchas da Fiat Toro Volcano (Foto: Marcos Camargo)</label></div>
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<div>
<p>Os carros automáticos são cada vez mais comuns no Brasil. Com tanto trânsito, a procura por esse tipo de transmissão aumentou e os fabricantes agora oferecem, além dos automáticos, os sistemas automatizados. São caixas de câmbio mecânicas, como as manuais, mas oferecem a comodidade de “robôs” para fazer as trocas de marchas e controlar a embreagem.</p>
<p>Os sistemas automáticos, mais caros e mais confortáveis, ainda são os preferidos. Existem também as transmissões CVT (com polias de relações continuamente variáveis, similares as dos scooters). Inicialmente criados para economia de combustível (de até 8% em relação ao sistema mecânico), os CVT também são muito usados em veículos elétricos/híbridos. Tidos como artificiais na condução – o carro parecia solto em uma entrada de curva, por exemplo – hoje estão mais avançados e podem até simular marchas, caso do Renault Fluence.</p>
<p>Com tantas opções de transmissões, existem dúvidas quanto à manutenção e reparos. Se a troca de fluido da transmissão não for seguida com rigor, pode surgir desgaste precoce ou até a quebra da caixa de câmbio.</p>
<p><strong>Não economize</strong></p>
<p>Profissionais de transmissões automáticas são categóricos em relação à troca do lubrificante. É o que diz o especialista Mario Sérgio, da Mariomatic, de São Bernardo do Campo (SP): “Independente do que os fabricantes recomendam para as trocas, prefiro o máximo de 30 mil km rodados (com fluido mineral) e, para os sintéticos, até 50 mil km. Rodar mais do que isso pode sair caro: o desgaste de componentes internos, como os discos de fricção, engrossa o fluído. Se ele já está escuro, é sinal de contaminação e de que já perdeu suas propriedades lubrificantes. Daí, filtros internos se entopem e o lubrificante não circula bem pela transmissão. Neste estágio, o condutor percebe perda de rendimento, trepidações ao arrancar e nas trocas de marchas”.</p>
<p>“Em longo prazo, o óleo cheio de partículas pode até travar um câmbio. O ideal é fazer logo a manutenção antes que os custos aumentem”, relata Mário. Quando o problema fica sério, muitos donos preferem colocar seu automático à venda.</p>
<div class="foto componente_materia midia-largura-300"><img fetchpriority="high" decoding="async" title="Troca de óleo (Foto: Divulgação)" src="http://s2.glbimg.com/QoI0J8PS2bZ8ZVQsE3MQzrcyxI4=/300x200/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2013/07/03/troca-de-oleo.jpg" alt="Troca de óleo (Foto: Divulgação)" width="300" height="200" /></div>
<p>Embora algumas montadoras indiquem trocas do fluído de câmbio a cada 50 mil km – ou mesmo não trocar, usando um lubrificante lifetime –, Mário alerta: “não recomendo, da mesma forma que acho errado esperar 10 mil km para a primeira troca de óleo do motor, por exemplo. A transmissão automática trabalha em altas temperaturas, em especial no transito carregado, de maneira que fluído não suporta rodar tanto sem substituição”, completa.</p>
<p>Segundo Mário, o fluído deve ser sempre o indicado pela montadora. Só que o custo é mais elevado, se comparado ao lubrificante do motor: cada litro pode passar de R$ 50. “Para trocar o óleo de um Honda Fit com transmissão CVT, se gasta em torno de R$ 300. Parece caro, mas são seis litros, um valor pequeno se comparado a um reparo mais sério na transmissão”.</p>
<p><strong>Temperatura correta</strong></p>
<p>Outro cuidado importante é com o líquido de arrefecimento do motor, a “água do radiador”. Além de refrigerar o motor, ele também mantém a temperatura do fluído das transmissões automáticas. “Se o motor ferver, o câmbio superaquece junto e pode ter componentes avariados. Algo que não ocorre quando o câmbio é manual”, relata José Carlos Finardi, da Oficina Auto Style.</p>
<p>Quase todas as transmissões automáticas têm um filtro ou uma tela que deve ser lavada ou trocada quando se substitui o fluido da transmissão.</p>
<p>Esses cuidados tornam o carro agradável de dirigir, além de durável. “Um cliente meu tem um Fit com a manutenção sempre em dia e já rodou mais de 250 mil km sem ter problemas com o câmbio CVT”, conta Mário.</p>
<p>Também é importante o modo de conduzir o carro automático. “Ficar acelerando e tirando o pé enquanto se espera o farol abrir, arrancar e acelerar forte a toda hora, tudo isso faz a transmissão trabalhar em alta temperatura. Em carros de passeio, por exemplo, não se deve forçar o câmbio ou puxar uma carreta pesada, por exemplo. Quem deixa a transmissão atuar suavemente, com certeza terá maior vida útil”, afirma Mário. Assim, há casos de caixas automáticas muito robustas, como as de sedans Toyota e Honda: “Bem cuidadas, elas podem durar até mais que o motor e o resto do carro”, completa.</p>
<p><strong>Reparo</strong></p>
<p>O custo de reparo de uma transmissão automática é bem mais elevado que de uma mecânica. Num carro mais usado, pode chegar perto do valor do próprio veículo. Um reparo completo de um câmbio automático “simples”, como o de quatro marchas do Honda Civic 1.7 (2005), custa em torno de R$ 4 mil.</p>
<p>Seu conserto, assim como maioria dos casos, exige a desmontagem completa da caixa com a substituição de juntas, anéis, vedadores, discos de fricção etc. Mais raro, pode-se ter de trocar ou remanufaturar o conversor de torque, o que pode acrescer de R$ 250 a R$ 1.500 à conta. Caso o conversor não aceitar reparo, sua troca será ainda mais cara.</p>
<p>Se a transmissão apresenta sinais de trepidação e demora ao arrancar, com trocas de marchas mais “arrastadas”, o ideal é levar logo o carro para revisão, de preferência em oficina especializada em automáticos.</p>
<p><strong>Automatizados</strong></p>
<p>Os câmbios automatizados, às vezes chamados (erroneamente) de automáticos por algumas marcas, são caixas mecânicas com acionamento eletro-hidráulico. Elas contam com vários “motores” que, comandados por uma central eletrônica, acionam a embreagem e engatam as marchas. Tudo acontece em segundos e o funcionamento lembra o de um automático.<br />
Segundo o consultor técnico da Fiat, Ricardo Dilser, “no modo esportivo, por exemplo, toda esta operação se dá em menos de meio segundo”. Ou seja, é um sistema que pode ser mais rápido e preciso do que um motorista mediano.</p>
<div class="tabela-materia componente_materia on">
<table>
<thead>
<tr>
<th>Carro automático usado</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td colspan="2">Ao procurar um carro automático usado é essencial avaliar o estado da transmissão. Esqueça pequenos amassados e detalhes: em alguns casos, o conserto da caixa pode ser maior que o preço do carro.</p>
<p>Em um automático com muita quilometragem é muito importante rodar com o carro em uma avenida ou estrada com pouco trânsito. Comece posicionando a alavanca em “Drive” e solte o freio do carro sem acelerar: ele deve deslizar sem trancos. Em seguida, com baixa aceleração, o câmbio terá de trocar as marchas suavemente, sem solavancos.</p>
<p>Procure desenvolver maior velocidade – ideal que seja em terceira marcha – e pise no fundo do acelerador. Assim se verifica se a redução de marcha é feita sem trancos ou ruídos. Carros com o câmbio desgastado tendem a perder desempenho e demorar mais para trocar de marchas.  Arrancada lenta e com trepidação geralmente indica desgaste elevado. Veja também se há carimbos de revisões no manual do proprietário ou notas fiscais de manutenção da transmissão.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Embora ainda não tenham todo o conforto de um automático clássico, os automatizados têm custo e manutenção mais barata, quase como a de um câmbio manual. Por isso são usados em carros nacionais mais acessíveis. Na maioria dos automatizados, a embreagem e o platô são os mesmos do cambio mecânico, por exemplo. No motor Fiat E.torQ, a caixa Dualogic tem custo similar para platô e disco, em torno de R$ 350. O que muda é o atuador da embreagem: na caixa automatizada sai por R$ 1.130, contra R$ 430 do cambio mecânico. Segundo especialistas, este atuador tem maior durabilidade do que o usado na caixa manual.</p>
<p>Trocar o lubrificante também tem o mesmo custo – cerca de R$ 30 o litro – e quase sempre não existe filtro.</p>
<p>Segundo Finardi “o maior problema nestes câmbios é superaquecimento decorrente de mau uso. O motorista fica “segurando” o carro no acelerador – geralmente em subidas e ao esperar o sinal abrir. Isso aquece tanto que a transmissão entra em modo de segurança e não deixa o carro sair do lugar. Pode até “colar” a embreagem com esta prática. Mas, é um sistema interessante e a embreagem do automatizado pode durar até mais que a de um câmbio mecânico maltratado por um mau motorista”, completa Finardi.</p>
<p><strong>Módulo de comando</strong></p>
<p>Ainda que mais raro, outro componente que também pode apresentar defeito é o módulo eletrônico da transmissão. Integrado ou não à caixa, um dos sinais de avaria são trancos nas trocas de marchas – algo que causa risco de quebra da transmissão.</p>
<p>Segundo Mário, o melhor é um profissional analisar o problema e, se for o caso, substituir o componente. “Não confio em reparos do módulo. Se ele não funcionar bem, a caixa pode quebrar e o prejuízo é maior”. Um módulo de gerenciamento de um câmbio automático (novo) tem valor mínimo de R$ 4 mil.</p>
</div>
<p><em>Fonte: <span style="color: #000080;">https://revistaautoesporte.globo.com</span></em></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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